domingo, 25 de julho de 2010

Felicidade ou razão?

Para reflexão...

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devia ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
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Saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem o teu respeito, o resto...Bom ninguem nunca precisou de resto para ser feliz!!!

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Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:
"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma.
Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes,
danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram
sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos
"personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem
necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico,
fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados,
sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer
tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir",
só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada
"Nasci pra ser sozinho!"Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma
multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos
e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar
a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e
aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados,
e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens,
você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto e cada instante
que vai embora não volta mais,aquela pessoa que passou hoje por você
na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso .

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande
demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de
sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é
continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso
cabelo o

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